De 29 de abril a 3 de maio, a FIAPE – Feira Internacional de Agropecuária de Estremoz e a Feira de Artesanato voltam a afirmar-se como um dos maiores certames de promoção económica do Alentejo
Entre os dias 29 de abril e 3 de maio, o Parque de Feiras e Exposições de Estremoz recebe a 38.ª edição da FIAPE – Feira Internacional de Agropecuária de Estremoz, em simultâneo com a 42.ª edição da Feira de Artesanato de Estremoz, num evento que continua a afirmar-se como um dos mais relevantes certames de promoção e valorização económica do Alentejo.
A iniciativa reúne expositores, produtores, empresários, artesãos, visitantes e milhares de pessoas que, ao longo de vários dias, transformam Estremoz num ponto de encontro entre tradição, economia, cultura e convívio social.
A equipa do Alentrium.pt saiu à rua para ouvir os estremocenses sobre a importância deste certame para o concelho e para perceber as expectativas em torno de mais uma edição da feira.
Entre comerciantes e visitantes habituais, o sentimento predominante é de confiança e esperança no sucesso da edição deste ano.
“Sou positivo. Espero que a FIAPE corra muito bem, não só para mim, mas também para os meus colegas. Vamos esperar que as coisas corram bem. A feira está bem construída, está tudo muito bem distribuído e muito bem organizado, como nos outros anos”, referiu um dos comerciantes ouvidos.
A memória coletiva da antiga “Feira de Maio” continua também muito presente entre os mais antigos, que recordam a evolução do certame ao longo das décadas.
“Os inícios desta feira eram a Feira de Maio. Lembro-me que era só a Feira do Gado. Depois começou-se a introduzir a maquinaria e, antigamente, o gado era sobretudo porcos, ovelhas e cavalos. Hoje é totalmente diferente”, recordou um estremocense, sublinhando a transformação estrutural do evento.
Outro residente destacou a importância da continuidade e da capacidade de superação da feira, mesmo perante contextos económicos mais difíceis.
“Espero que a FIAPE continue na mesma senda que tem seguido todos estes anos e que possa evoluir para melhor. Apesar da crise que existe, acho que a FIAPE tem condições para se superar e continuar a ser um cartaz atrativo.”
A dimensão turística e o impacto económico também foram apontados como fatores essenciais.
“Muitas pessoas vêm de fora e isso ajuda bastante. Estremoz é uma zona histórica, turística e bonita. A FIAPE tem acompanhado essa evolução e tem sido importante para atrir visitantes e ajudar a resolver muitos dos desafios do interior”, destacou outro entrevistado.
Entre os mais jovens, a componente social e cultural assume especial relevância, sobretudo através do cartaz de espetáculos e concertos.
“É uma das maiores festas que temos aqui na zona. É importante também para a malta jovem, porque não é só trabalho. É bom para as pessoas se distraírem, estarem com os amigos e aliviarem um pouco o stress. O cartaz é bom e há artistas que ainda nunca vi ao vivo, como o Fernando Daniel”, partilhou um jovem visitante.
Ao longo de cinco dias, a FIAPE volta assim a assumir-se como um espaço de afirmação regional, onde a agropecuária, o artesanato, o turismo e o entretenimento se cruzam, reforçando o papel de Estremoz como um dos centros dinamizadores do interior alentejano.
A expectativa da população é clara: que esta edição mantenha o crescimento dos últimos anos e continue a projetar a cidade além-fronteiras.
Augusta Serrano | jornalista


