Sábado, Junho 13, 2026

Vila Viçosa homenageou combatentes ingleses da Guerra Peninsular com cerimónia evocativa

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Cerimónia recordou os soldados ingleses que morreram na vila durante as campanhas militares do início do século XIX

Vila Viçosa recebeu uma cerimónia de homenagem aos combatentes ingleses da Guerra Peninsular, evocando a memória dos militares britânicos que morreram na vila durante os confrontos e epidemias associados às campanhas militares do início do século XIX.

A iniciativa reuniu representantes institucionais, entidades ligadas à preservação da memória histórica, elementos religiosos, músicos e população, junto do memorial dedicado aos soldados ingleses sepultados em território calipolense.

A sessão contou com intervenções de Mark Crathorne, presidente da Associação dos Amigos do Cemitério dos Ingleses em Elvas, e de Inácio Esperança, presidente da Câmara Municipal de Vila Viçosa, que destacaram a importância da preservação da memória histórica e da ligação entre Portugal e o Reino Unido durante a Guerra Peninsular.

A cerimónia integrou ainda a deposição de coroas de flores junto do monumento, seguindo-se momentos de oração conduzidos pelo Reverend Fran de Blanc, da Lisbon Chaplaincy, e pelo Padre Francisco Couto.

Um dos momentos mais simbólicos aconteceu com a interpretação do “Last Post”, por Hélio Tique, seguida de dois minutos de silêncio e do toque de “Reveille”, numa homenagem militar marcada pelo recolhimento e pela evocação dos combatentes caídos.

A componente musical esteve também presente com a participação da Sociedade Filarmónica União Calipolense, que interpretou os hinos do Reino Unido e de Portugal, assim como da Escuela de Pífanos y Tambores de Albuera, evocando as sonoridades tradicionais associadas às campanhas militares da Península Ibérica.

Segundo os registos históricos apresentados durante a cerimónia, muitos soldados britânicos chegaram a Vila Viçosa após batalhas como Talavera, La Albuera e os cercos de Badajoz, tendo sido tratados em hospitais militares instalados na vila. Muitos acabariam por morrer devido aos ferimentos e às epidemias da época, sendo sepultados em cemitérios afastados do centro urbano, por pertencerem à religião protestante.

A homenagem terminou na Mata Municipal, encerrando uma cerimónia dedicada à valorização da memória histórica, do património e da ligação de Vila Viçosa a um importante capítulo da história europeia.

Augusta Serrano

Jornalista

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