Segunda edição do Mercado do Património Cultural Imaterial reúne artesãos, tradições e saberes de todo o país até 7 de junho
Foi inaugurada esta sexta-feira, em Estremoz, a segunda edição do Mercado do Património Cultural Imaterial, iniciativa que reúne 64 mestres do saber-fazer provenientes de vários pontos do país e que pretende valorizar, promover e preservar as tradições, os ofícios e os conhecimentos transmitidos entre gerações.
O certame decorre até ao próximo dia 7 de junho, distribuído entre o Jardim Municipal e o Museu Berardo, transformando a cidade numa montra viva da diversidade cultural portuguesa.
Promovido pela Confraria do Boneco de Estremoz, o evento integra demonstrações ao vivo, conferências, exposições e momentos de animação cultural, proporcionando aos visitantes a oportunidade de contactar diretamente com artesãos e representantes de diversas expressões do património cultural imaterial.
Na sessão de abertura, o Grão-Mestre da Confraria do Boneco de Estremoz, Alexandre Correia, destacou o orgulho pela concretização da segunda edição da iniciativa, sublinhando o contributo das entidades parceiras e dos participantes que tornam possível a realização do evento.
O responsável agradeceu o envolvimento institucional e o apoio prestado à organização, defendendo que o mercado representa um espaço privilegiado para a valorização dos saberes tradicionais e para a divulgação das manifestações culturais que integram a identidade dos territórios portugueses.
Alexandre Correia considerou ainda que Estremoz tem vindo a afirmar-se como uma referência nacional na promoção do património cultural imaterial, destacando a presença de dezenas de mestres do saber-fazer que representam diferentes tradições e técnicas artesanais.
Por sua vez, o presidente da Câmara Municipal de Estremoz, José Sádio, enalteceu o trabalho desenvolvido pela Confraria do Boneco de Estremoz e a importância do certame para a preservação da cultura popular portuguesa.
O autarca sublinhou que iniciativas desta natureza desempenham um papel fundamental na valorização dos artesãos e na transmissão dos conhecimentos tradicionais às gerações futuras, defendendo que a cultura, o artesanato e as tradições constituem elementos essenciais da identidade nacional.
José Sádio destacou igualmente o esforço dos participantes que se deslocam de diferentes regiões do país para partilhar os seus conhecimentos e contribuir para a divulgação dos ofícios tradicionais.
No final da sessão, o Grão-Mestre da Confraria do Boneco de Estremoz homenageou várias entidades civis e militares, oferecendo peças do figurado de Estremoz como forma de reconhecimento pelo apoio e colaboração prestados.
Seguiu-se uma visita ao Mercado do Património Cultural Imaterial, permitindo à comitiva contactar com os expositores e conhecer de perto algumas das tradições e técnicas presentes nesta edição.
Ao longo de três dias, o público poderá assistir a demonstrações ao vivo, participar em momentos de aprendizagem, acompanhar conferências temáticas e desfrutar de diversas atuações musicais inspiradas nas tradições culturais portuguesas.
A segunda edição do Mercado do Património Cultural Imaterial decorre até domingo, reforçando a aposta de Estremoz na valorização do património, das tradições e dos saberes que fazem parte da memória coletiva do país.
Augusta Serrano | Jornalista


