A Olivum, associação que representa cerca de 70% da produção nacional de azeite, apresentou o primeiro selo nacional que certifica boas práticas sustentáveis no setor.
Portugal tornou-se o primeiro país a criar uma certificação dedicada à sustentabilidade na produção de azeite. O novo selo resulta do Programa de Sustentabilidade do Azeite (PSA), uma iniciativa da Olivum – Associação de Olivicultores e Lagares de Portugal – em colaboração com a Universidade de Évora.
A certificação assenta em 98 critérios técnicos e quatro níveis de avaliação que abrangem todas as fases da cadeia produtiva, desde a colheita da azeitona até ao embalamento. Segundo Gonçalo Moreira, gestor de projetos da Olivum e responsável pelo PSA, “trata-se de um processo exigente que procura garantir práticas ambiental e socialmente responsáveis em toda a cadeia de valor do azeite”.
O selo foi oficialmente apresentado na Agroglobal, a maior feira agrícola nacional, realizada em setembro, em Santarém. Para a Olivum, esta certificação visa responder às exigências de um mercado global cada vez mais atento às questões de sustentabilidade.
“Não queremos apenas colocar mais um rótulo na garrafa. Pretendemos que este selo funcione como elemento diferenciador do azeite português, reforçando a posição de Portugal como referência na produção sustentável a nível mundial”, destaca Gonçalo Moreira.
A Olivum representa, através dos seus associados, mais de 53 mil hectares de olival e 20 lagares, concentrados maioritariamente no Alentejo – região que deverá ser responsável por 85% da produção nacional este ano.
Em 2024, a produção de azeite atingiu as 180 mil toneladas, o segundo maior volume registado em Portugal. Para a campanha que se inicia em outubro, está prevista uma nova quebra de recordes.
Atualmente, Portugal ocupa o sexto lugar no ranking mundial de produção e o quarto lugar nas exportações de azeite. Conforme refere Gonçalo Moreira, “Portugal tem uma vantagem clara: é o único país onde 95% do azeite produzido é virgem ou virgem extra. Espanha e Itália, por exemplo, apresentam uma proporção de cerca de 70%”.


