Entidade Regional de Turismo defende reforço das acessibilidades e aposta na hotelaria para atrair rotas regulares até 2028
A Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo (ERT) pretende transformar o Aeroporto de Beja num polo de aviação comercial, através de uma estratégia de captação de rotas aéreas a implementar até 2028. O objetivo passa por posicionar a infraestrutura como um hub regional capaz de apoiar o crescimento do turismo e reforçar a competitividade do território.

O presidente da ERT, José Santos, considera que o aeroporto continua subaproveitado e sustenta que o Alentejo não pode ignorar o potencial estratégico da infraestrutura para impulsionar a atividade turística e económica da região.
Segundo o responsável, já foi apresentado um estudo preliminar a entidades como a TAP Air Portugal e a ANA Aeroportos de Portugal, com vista à concretização deste plano.
A estratégia está também associada ao crescimento da oferta turística regional. A ERT prevê que o território possa atingir, a curto prazo, cerca de 35 mil camas turísticas, mais cinco mil do que atualmente, impulsionadas sobretudo pelos investimentos ligados ao turismo de luxo em zonas como Melides e Comporta.
José Santos defende que estes investimentos poderão consolidar o litoral alentejano como um dos destinos turísticos de maior procura na Europa, sublinhando que o aeroporto já desempenha um papel relevante no apoio ao turismo residencial e à aviação executiva.
Ainda assim, a competitividade comercial da infraestrutura depende, segundo os responsáveis regionais, da melhoria das acessibilidades ferroviárias e da conclusão da A26, nomeadamente no troço entre Santa Margarida do Sado e Beja.
A Câmara Municipal de Beja considera que a ausência da ligação rodoviária representa uma “limitação profunda” ao desenvolvimento do aeroporto. O município alerta que, sem essa infraestrutura, a possibilidade de consolidar operações comerciais regulares poderá tornar-se difícil de concretizar, apesar da crescente projeção internacional da região e da vontade política já manifestada.
Embora o Governo tenha identificado a conclusão da autoestrada como uma prioridade nacional, tanto a autarquia como a ERT defendem que a questão da acessibilidade será determinante para garantir a viabilidade de voos regulares e assegurar condições adequadas de mobilidade aos visitantes que chegam ao Alentejo.
Fonte: The Portugal News
Augusta Serrano | Jornalista


