Ex-líder do PSD justifica voto como oposição ao populismo e à instabilidade política que associa a André Ventura, adversário de Seguro no dia 8 de fevereiro.
O antigo presidente do Partido Social Democrata (PSD) e mandatário nacional de Henrique Gouveia e Melo na primeira volta das eleições presidenciais, Rui Rio, anunciou esta quarta-feira que irá votar em António José Seguro na segunda volta das eleições presidenciais de 8 de fevereiro.
Em entrevista à CNN Portugal, Rui Rio declarou que este é o “momento certo” para tornar pública a sua decisão, sublinhando que o país enfrenta uma escolha determinante. “Não quero um Presidente populista, um Presidente que não tem problemas nenhuns em mentir e em utilizar argumentos falaciosos para conseguir subir, utilizar demagogia, um Presidente do TikTok“, afirmou, numa referência ao adversário de Seguro, o líder do Chega, André Ventura.
Rui Rio considerou que uma eventual vitória de Ventura representaria a “transferência do Chega para Belém”, cenário que descreveu como “o caos do ponto de vista constitucional”, com efeitos diretos na estabilidade política do país.
O ex-líder do PSD defendeu que esta eleição “não é uma escolha entre esquerda e direita”, mas sim entre “a decência e o populismo e a demagogia“.
Sobre a posição de Henrique Gouveia e Melo, Rio afirmou esperar que o antigo candidato se pronuncie nos próximos dias sobre a segunda volta, embora admita não saber em que sentido o fará.
Questionado sobre a neutralidade de Luís Montenegro e da actual direcção do PSD, Rio apontou que “no plano dos princípios”, o partido deveria reafirmar o seu distanciamento do Chega. “A direcção nacional do PSD deveria dizer ‘não é não’ ali” e apoiar o candidato adversário de Ventura, que considerou ser “um homem moderado”.
Ainda assim, disse compreender a posição estratégica do partido, observando que “se o PSD se encostasse a um lado, ficaria nas mãos do lado oposto”.
A segunda volta das eleições presidenciais opõe António José Seguro, apoiado pelo Partido Socialista (PS), a André Ventura, líder do Chega. Na primeira volta, Seguro obteve 31% dos votos, enquanto Ventura conquistou 23%.
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