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Ruas Floridas de Redondo 2027 apresentadas nas Festas do Povo com anúncio de novos apoios.

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David Galego revelou ao Alentrium.pt, em Campo Maior, que a próxima edição deverá beneficiar de apoio institucional para um evento cujo investimento ultrapassa os 500 mil euros. A última edição terá atraído entre 250 e 300 mil visitantes, segundo o autarca.

As Ruas Floridas de Redondo 2027 deverão contar com o apoio do Turismo do Alentejo e Ribatejo, do Turismo de Portugal e do Governo,revelou este domingo, em Campo Maior, o presidente da Câmara Municipal de Redondo, David Galego, durante a apresentação da próxima edição do evento.

Em declarações ao Alentrium.pt, que acompanhou a cerimónia realizada no âmbito das Festas do Povo de Campo Maior, David Galego destacou a importância do envolvimento de outras entidades num evento que, até agora, tem representado um esforço financeiro significativo para o município.

A apresentação das Ruas Floridas de 2027 foi feita através da inauguração da rua móvel “O Alentejo e o Vagar”, instalada em Campo Maior, num encontro que juntou responsáveis autárquicos, turísticos, culturais e académicos.

Entre os presentes estiveram os presidentes das câmaras de Redondo e Campo Maior, David Galego e Luís Rosinha, respetivamente, o presidente da Associação das Festas do Povo de Campo Maior, João Manuel Nabeiro, o presidente da CCDR Alentejo, Ricardo Pinheiro, e o presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, José Santos.

Participaram ainda o reitor da Universidade de Évora, António Candeias, o vice-reitor Antonio Sáez Delgado e elementos da direção artística da Associação Évora_2027.

David Galego explicou aos jornalistas que a dimensão financeira das Ruas Floridas torna difícil ao Município de Redondo continuar a suportar sozinho, de dois em dois anos, todos os encargos associados à realização.

“São investimentos que suplantam os 500 mil euros e a Câmara Municipal não tem capacidade para manter de dois a dois anos um investimento sozinho”, afirmou.

O autarca considera que os resultados alcançados nas últimas edições contribuíram para que outras entidades reconhecessem a importância do evento e a necessidade de participar no seu financiamento

Segundo David Galego, as duas edições realizadas após a pandemia foram determinantes para demonstrar a capacidade de atração das Ruas Floridas e o impacto que o acontecimento produz muito para além do concelho de Redondo.

“Fizemos duas extraordinárias edições pós-pandemia”, afirmou, defendendo que esse trabalho foi “decisivo” para conquistar a confiança das entidades.

O presidente da Câmara de Redondo apontou igualmente os números da última edição para demonstrar a dimensão económica alcançada pelas Ruas Floridas.

Segundo David Galego, terão passado pelo evento entre 250 mil e 300 mil visitantes.

Partindo de uma estimativa de despesa individual entre 10 e 12 euros na economia local, designadamente na restauração, produtos regionais, artesanato e alojamento, o autarca estimou em pelo menos 1,2 milhões de euros a receita gerada diretamente em Redondo.

O impacto, sustentou, estendeu-se aos concelhos e territórios vizinhos, através da procura de alojamento e restauração por visitantes e grupos organizados.

Para David Galego, esta dimensão regional justifica o envolvimento de entidades públicas no financiamento do evento.

“Se o benefício é do território, o investimento público faz todo o sentido”, afirmou.

A escolha das Festas do Povo para apresentar as Ruas Floridas de 2027 pretende também simbolizar a ligação entre duas manifestações populares alentejanas que têm no trabalho do papel e na participação das comunidades alguns dos seus elementos distintivos.

David Galego destacou a receção proporcionada pela organização e pela população de Campo Maior e salientou a proximidade existente entre as duas comunidades.

“É verdade que nos une esta arte de trabalhar o papel, de fazer algo que construímos para dar aos outros”, afirmou.

O autarca deixou ainda uma mensagem de agradecimento aos campomaiorenses e anunciou uma reciprocidade simbólica: Campo Maior terá também uma rua nas Ruas Floridas de Redondo 2027.

“É esta partilha que nos faz mostrar que o Alentejo tem esta capacidade de se mobilizar quando aquilo que é mais importante é o nosso território, são as nossas gentes, é a nossa cultura”, declarou.

Durante a entrevista com o Alentrium.pt, David Galego evocou também o Comendador Rui Nabeiro, que conheceu antes de assumir funções autárquicas.

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Para o presidente da Câmara de Redondo, o legado do empresário campomaiorense está igualmente ligado à dimensão humana e comunitária que encontra nestas manifestações populares.

“O Comendador Rui Nabeiro ensinou-nos isso”, afirmou David Galego, acrescentando que “são pequenos gestos, pequenas palavras” que acabam por definir o ser humano.

A apresentação realizada em Campo Maior marca assim mais um passo na preparação das Ruas Floridas de Redondo 2027, numa edição que deverá inaugurar uma nova fase ao nível do financiamento institucional do evento.

A iniciativa decorreu durante as Festas do Povo de Campo Maior, manifestação inscrita pela UNESCO na Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade.

Augusta Serrano – Jornalista

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Augusta Serrano é jornalista profissional, titular da Carteira Profissional de Jornalista n.º C 6988, com mais de 20 anos de experiência na área da comunicação social. Natural de Borba, tem desenvolvido a sua atividade jornalística com especial enfoque na atualidade política, cultural, turística e patrimonial, acompanhando temas de interesse regional e nacional e contribuindo para a divulgação de conteúdos informativos de relevância pública. Ao longo da sua carreira, exerceu funções como jornalista e diretora de um órgão de comunicação social, acumulando experiência na produção de notícias, coordenação editorial e gestão de projetos de informação digital. Atualmente, é diretora do Alentrium.pt, plataforma de publicações periódicas dedicada à informação, análise e divulgação de conteúdos nas áreas da Política, Cultura, Turismo, Património e desenvolvimento regional. Através do seu trabalho, promove a valorização dos territórios, da identidade cultural, da história e das potencialidades económicas e turísticas, com especial destaque para o Alentejo. A sua atividade profissional pauta-se pelo rigor jornalístico, independência editorial e compromisso com uma informação de qualidade, contribuindo para uma maior visibilidade dos temas que marcam a atualidade e o desenvolvimento do Alentejo.

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