Integrada na programação da Capital Europeia do Vinho 2026, atribuída ao Baixo Alentejo, a cimeira é organizada pela GWTO – Global Wine Tourism Organization, em parceria com a Turismo do Alentejo, juntando decisores, empresários, académicos, operadores turísticos e representantes institucionais ligados aos setores do vinho, turismo e gastronomia. O objetivo passa pela partilha de conhecimento, desenvolvimento de oportunidades de negócio e reforço da cooperação internacional.

O Alentrium.pt acompanhou o primeiro dia cimeira em Beja e falou com o presidente da Câmara Municipal de Redondo, David Galego, que sublinhou a relevância da realização da cimeira no Alentejo.
“Quando falamos do Alentejo em termos globais e planetários, através de uma cimeira desta dimensão, significa que Portugal e o Alentejo estão cada vez mais presentes nos grandes circuitos internacionais. São sinais muito positivos para o território”, afirmou.
Segundo o autarca, o enoturismo representa atualmente uma área estratégica para o desenvolvimento económico da região, assumindo um peso crescente na atividade das empresas ligadas ao setor vitivinícola.
“Hoje, muitas adegas já encaram o enoturismo como uma componente fundamental da sua atividade. É uma forma de atrair visitantes, criar valor e promover aquilo que distingue o nosso território”, referiu.

David Galego destacou ainda que o Alentejo reúne características cada vez mais procuradas pelos visitantes internacionais, nomeadamente a autenticidade, a qualidade de vida, a gastronomia e a tranquilidade.
“Temos para oferecer aquilo que muitas pessoas procuram: tempo, bem-estar, convivência, boa gastronomia e bons vinhos. Esse é um património que faz a diferença e que reforça a atratividade do Alentejo”, acrescentou.
Redondo aposta no vinho como elemento central da sua identidade
Durante a entrevista, o presidente da Câmara de Redondo salientou igualmente o papel do vinho na economia e na identidade cultural do concelho.
Com cerca de 200 produtores de uva e 14 produtores de vinho, Redondo tem vindo a afirmar-se como um dos territórios de referência da região no setor vitivinícola, associando a produção de vinho à gastronomia, ao património, à olaria e às tradições locais.
“Temos uma região demarcada, vinhos de elevada qualidade e um conjunto de recursos que complementam essa oferta. O vinho está profundamente ligado à nossa história, à nossa cultura e à nossa economia local”, afirmou.

O autarca recordou também o legado deixado pela Cidade do Vinho 2025 e o trabalho desenvolvido através da marca Redondo Wine Landing, criada em 2022 para promover o concelho nos mercados nacionais e internacionais.
Entre as iniciativas destacadas estão eventos como Tascas, Castas e Cantigas, os sunsets vínicos, ações ligadas à Serra d’Ossa e diversas atividades previstas para os próximos meses, procurando valorizar a autenticidade do território sem promover a massificação turística.
“Queremos continuar a crescer de forma equilibrada, preservando aquilo que nos distingue e valorizando a experiência de quem nos visita”, concluiu.
A Global Summit da GWTO prossegue em Beja com um programa centrado nas tendências internacionais do enoturismo, inovação, sustentabilidade e desenvolvimento de destinos vínicos, reforçando a visibilidade do Alentejo junto dos principais agentes mundiais do setor.
Augusta Serrano | Jornalista


