Projeto classificado como de Potencial Interesse Nacional (PIN) entra numa nova fase após o encerramento da consulta pública. Promotora suíça atribui o atraso de cinco anos a fatores administrativos e políticos.
Grândola poderá receber um dos maiores investimentos privados previstos para o litoral alentejano. A promotora suíça Qantara Capital anunciou que o projeto do futuro Parque Empresarial, Logístico e Industrial, avaliado em 468 milhões de euros, registou um “avanço decisivo” com o encerramento do período de consulta pública, aproximando-se da fase de licenciamento que permitirá o início das obras.

Apresentado pela primeira vez em 2021, o empreendimento foi reconhecido como projeto de Potencial Interesse Nacional (PIN), estatuto atribuído a investimentos considerados estratégicos para o desenvolvimento económico do país.
Segundo a promotora, o parque pretende afirmar-se como uma infraestrutura de referência no corredor logístico entre Lisboa e Sines, reforçando a capacidade da região para acolher atividades empresariais, industriais e de distribuição.
Em comunicado, a Qantara Capital considera que o encerramento da consulta pública representa um passo determinante para a concretização do investimento, indicando que pretende iniciar a construção “imediatamente” após a emissão da Declaração de Impacte Ambiental (DIA) e da obtenção das licenças finais, na sequência da aprovação do Plano de Pormenor pela Câmara Municipal de Grândola.
A empresa explica que o calendário inicialmente previsto sofreu um atraso significativo devido a “fatores administrativos externos”. Entre as razões apontadas encontram-se o “congelamento” do Plano Diretor Municipal (PDM) de Grândola e os “sucessivos ciclos eleitorais”, circunstâncias que, segundo a promotora, condicionaram a evolução dos procedimentos urbanísticos e administrativos necessários ao avanço do projeto.
O investimento, anunciado há cinco anos, mantém-se enquadrado na estratégia de desenvolvimento do eixo Lisboa-Sines, considerado um dos principais corredores logísticos do país, beneficiando da proximidade ao Porto de Sines e às principais infraestruturas rodoviárias e ferroviárias.
Com o processo de consulta pública concluído, o projeto entra agora numa fase considerada decisiva, aguardando a emissão da Declaração de Impacte Ambiental e a aprovação definitiva dos instrumentos de planeamento urbanístico que permitirão o arranque da obra.
Augusta Serrano – Jornalista


