Eleição realiza-se a 16 de abril por voto secreto; PS apresenta lista própria liderada por Carlos César
O PSD anunciou os nomes que vai propor para o Conselho de Estado, avançando com uma lista conjunta com o Chega. A escolha recai sobre a primeira vice-presidente do partido, Leonor Beleza, o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, e o ex-ministro Pedro Duarte, integrando uma lista que inclui também o líder do Chega, André Ventura.
O anúncio foi feito pelo líder parlamentar social-democrata, Hugo Soares, em declarações aos jornalistas na Assembleia da República. Segundo indicou, Leonor Beleza ocupará o primeiro lugar da lista e André Ventura o segundo.
A eleição dos membros do órgão consultivo do Presidente da República está marcada para 16 de abril, sendo realizada por voto secreto e de acordo com o princípio da representação proporcional, através do método de Hondt. Esta lista surge como alternativa à apresentada pelo Partido Socialista.
Embora Hugo Soares não tenha detalhado todos os nomes da lista conjunta, André Ventura indicou posteriormente que o quinto lugar será ocupado por Diogo Pacheco de Amorim, vice-presidente da Assembleia da República pelo Chega.
Do lado do PS, foi já anunciada uma lista própria, encabeçada pelo presidente do partido, Carlos César. Seguem-se, de forma paritária, Francisca Van Dunem, Alexandre Quintanilha, Edite Estrela e Alberto Arons de Carvalho.
Hugo Soares sublinhou que, na sua perspetiva, “o que era normal era que houvesse uma só lista para o Conselho de Estado”, à semelhança do que aconteceu na legislatura anterior. “Não foi esse o entendimento do Partido Socialista, resta-me respeitar esse entendimento e apresentar a sufrágio a lista que vos comuniquei”, acrescentou.
No mesmo contexto, o dirigente social-democrata destacou ainda a proposta do PSD para a recondução de Luís Pais Antunes como presidente do Conselho Económico e Social (CES), referindo que “tem feito um extraordinário mandato”.
Por sua vez, o PS indicou Tiago Antunes para o cargo de Provedor de Justiça, funções que exigem, tal como a presidência do CES, uma maioria qualificada de dois terços dos deputados presentes.
Artigo de Augusta Serrano
Jornalista
