Primeiro-ministro destaca elevada participação eleitoral e defende estabilidade política, económica e social após a eleição do novo Presidente da República
Portugal voltou este domingo às urnas para eleger o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa na Presidência da República, numa segunda volta que colocou frente a frente António José Seguro e André Ventura. Os resultados confirmaram uma vitória expressiva de António José Seguro, num sufrágio marcado por uma participação considerada elevada em todo o território nacional.
Após a divulgação dos resultados, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, dirigiu-se ao país para sublinhar o significado democrático da participação eleitoral, destacando que o ato decorreu com normalidade apesar das dificuldades provocadas pelas condições meteorológicas em várias regiões.
“Ficou bem patente o elevado nível de participação, que, não obstante as condições em que se realizou este sufrágio, mereceu uma adesão significativa por parte dos cidadãos em todo o território nacional, incluindo nas regiões mais afetadas pela situação meteorológica”, afirmou.
O chefe do Governo deixou ainda uma palavra de reconhecimento a todos os que contribuíram para a realização do ato eleitoral, nomeadamente os membros das mesas de voto e os autarcas. “Quero expressar gratidão a todos quantos serviram nas mesas de voto e aos autarcas, das câmaras municipais e das juntas de freguesia, que foram inexcedíveis na criação das condições para que tudo decorresse com normalidade”, referiu.
Na sua intervenção, Luís Montenegro felicitou formalmente António José Seguro pela eleição para Presidente da República, revelando ter já contactado tanto o vencedor como o candidato derrotado. “Dirijo, em nome do Governo, uma palavra de felicitação ao Dr. António José Seguro, Presidente da República eleito. Tive igualmente ocasião de falar com o Dr. André Ventura”, declarou.
O primeiro-ministro assegurou total disponibilidade do Executivo para uma cooperação institucional com o novo Chefe de Estado, sublinhando a importância da convergência entre órgãos de soberania. “Garantimos toda a disponibilidade para trabalhar em prol do futuro de Portugal, com espírito de cooperação, sentido de responsabilidade e respeito pelas competências que a Constituição atribui a cada órgão”, afirmou.
Luís Montenegro defendeu que o novo ciclo político, sem eleições nacionais previstas para os próximos três anos e meio, cria condições para a estabilidade e para a execução das políticas públicas. Entre as prioridades apontadas estão a saúde, a educação, a habitação, a mobilidade e o crescimento económico, bem como a continuação da reforma do Estado e o reforço da sustentabilidade ambiental.
“Este é um tempo para cumprir os compromissos assumidos com os portugueses, reforçar a eficiência do Estado e preparar o futuro, deixando às próximas gerações um território cuidado e sustentável”, acrescentou.
Na mesma intervenção, o primeiro-ministro sublinhou que todos os órgãos de soberania saem legitimados deste processo eleitoral — Governo, Presidente da República e Assembleia da República — considerando que essa legitimidade constitui uma base de esperança para a resolução dos problemas que afetam a vida dos cidadãos.
A reação de Luís Montenegro foi transmitida numa comunicação ao país, na qual o primeiro-ministro apelou à responsabilidade coletiva e à cooperação institucional como fatores determinantes para garantir a estabilidade política, económica e social no novo ciclo que agora se inicia.


