Sexta-feira, Maio 15, 2026

Pedro Nuno Santos regressa ao Parlamento esta semana após suspensão de mandato

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Antigo secretário-geral do PS retoma funções na Assembleia da República seis meses depois de ter suspendido o mandato por motivos pessoais e profissionais

Pedro Nuno Santos vai regressar à Assembleia da República esta quarta-feira, vários meses depois de ter pedido a suspensão do seu mandato de deputado, decisão tomada em outubro do ano passado, antes da votação do Orçamento do Estado.

Caso optasse pela renúncia definitiva ao lugar de deputado, o antigo líder do Partido Socialista (PS) teria de formalizar essa decisão até amanhã. No entanto, segundo apurou a SIC, o socialista prepara agora o regresso ao Parlamento, retomando assim a sua atividade política na bancada parlamentar.

Durante os seis meses em que esteve afastado da vida parlamentar, Pedro Nuno Santos dedicou-se à atividade profissional na empresa da família, localizada em São João da Madeira.

Na altura em que pediu a suspensão do mandato, justificou a decisão com um “motivo ponderoso de natureza pessoal e profissional”, afastando-se temporariamente da Assembleia da República num período particularmente sensível da vida política nacional.

A saída temporária aconteceu poucos meses depois de ter apresentado a demissão da liderança do PS, na sequência dos resultados das eleições legislativas de maio do ano passado, que representaram um revés para os socialistas.

Esse desfecho eleitoral levou Pedro Nuno Santos a assumir responsabilidades políticas, encerrando o seu ciclo à frente do partido e abrindo uma nova fase no panorama interno socialista.

Agora, com o regresso ao Parlamento, o antigo secretário-geral volta ao centro da vida política nacional, numa altura em que o PS procura reorganizar-se internamente e redefinir o seu posicionamento na oposição.

A retoma do mandato parlamentar é vista como um sinal de reaproximação à primeira linha política, ainda que sem qualquer indicação, para já, sobre futuras ambições de liderança dentro do partido.

Por Augusta Serrano – Jornalista

Augusta Serrano

Jornalista

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