Sexta-feira, Maio 15, 2026

“O Alentejo é suficientemente grande, mas seria preferível desencontrar as datas entre a FIAPE e a Ovibeja”

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Certame reforçou a promoção agropecuáriamármoregastronomia e produtos regionais, reunindo agentes económicos e institucionais

Terminou este domingo a FIAPE 2026, feira dedicada à valorização e promoção socioeconómica e turística do concelho de Estremoz e da Zona dos Mármores, que voltou a reunir diversos setores com forte expressão na economia regional.

O certame integrou mostras de agropecuáriaartesanatoindústria do mármoreprodutos regionaisgastronomia, além de espaços institucionais e atividades comerciais e industriais, consolidando-se como um ponto de encontro entre agentes económicos e entidades públicas.

Ao longo dos dias do evento, passaram pela feira representantes institucionais, membros do Governo, responsáveis civis e militares, incluindo o primeiro-ministro, Luís Montenegro, reforçando a dimensão política e económica do certame.

Alentrium.pt acompanhou o evento no terreno e recolheu declarações de vários intervenientes, entre os quais o vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, Roberto Grilo, que sublinhou o papel estruturante da FIAPE.

“Esta feira abrange várias áreas e é importante fomentá-las e dinamizá-las cada vez mais. É um momento para reunir os agentes económicos e os diversos setores em Estremoz, mostrando o que de melhor se faz na região”, afirmou.

O responsável destacou ainda a evolução do certame ao longo dos anos, referindo que a FIAPE “tem vindo a crescer e a qualificar-se”, assumindo-se como uma montra da produção regional, com especial enfoque na agricultura, considerada um setor estratégico.

“A agricultura é dominante e é importante continuar a criar condições para o seu progresso, reunindo experiências e valorizando a diferenciação dos nossos produtos”, acrescentou.

Segundo Roberto Grilo, o evento representa também um momento de afirmação coletiva da região:

“O Alentejo deve orgulhar-se de continuar a mostrar a sua atividade económica. Somos uma região com mais de 50% da superfície agrícola do país e temos muito para demonstrar, com as nossas gentes e o nosso trabalho.”

Durante a feira, foi ainda abordada a coincidência de datas entre a FIAPE e a Ovibeja, uma questão recorrente no calendário regional. Sobre este tema, o responsável admitiu vantagens num eventual ajustamento:

“O ideal seria existir um entendimento entre os organizadores para desencontrar as datas. No entanto, a região é suficientemente diversa e grande para permitir a vitalidade de ambas as feiras.”

Apesar da sobreposição, Roberto Grilo considera que a forte adesão do público demonstra a relevância dos dois eventos:

“Temos aqui uma grande FIAPE e seguramente uma grande Ovibeja. Ambas registam elevada afluência, o que mostra a vitalidade da região. Ainda assim, um desencontro de datas poderia ser benéfico.”

Leia Também: Estremoz abre as portas da FIAPE, um dos maiores certames económicos e agropecuários do Alentejo. Veja o vídeo.

“Não se fazem omeletes sem ovos”: Governo reforça descentralização e financiamento na abertura da FIAPE em Estremoz

A edição de 2026 volta assim a afirmar a FIAPE como uma das principais plataformas de promoção económica do Alentejo, reforçando a visibilidade dos setores produtivos e o papel de Estremoz no contexto regional.

Augusta Serrano | jornalista

Augusta Serrano

Jornalista

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