O Governo prepara-se para avançar, em Janeiro de 2026, com a implementação do novo Plano Nacional da Água, coordenado pela futura empresa pública atualmente em fase de constituição. Este plano, integrado na estratégia “Água que Une”, define como prioridade a eficiência na gestão dos recursos hídricos, excluindo a transferência de água das bacias hidrográficas do Norte para as regiões do Sul do país.

A nova abordagem centra-se na optimização das redes urbanas de abastecimento e, sobretudo, na requalificação dos aproveitamentos hidroagrícolas públicos, onde as perdas de água são estimadas entre 10% e 40%. O plano é liderado por um grupo de trabalho sob a coordenação de António Carmona Rodrigues.
Apesar do princípio de não realizar transvases Norte-Sul, prevê-se um transvase pontual a partir do Tejo, via ribeira de Nisa, em anos de maior disponibilidade hídrica. O plano mantém também o atual sistema em que a água do Alquevaabastece as barragens da bacia do Sado, para responder às necessidades da agricultura no Alentejo.
Para reforçar o abastecimento ao Algarve, está em curso a captação de água no Pomarão, junto ao rio Guadiana, que será integrada no sistema Odeleite-Beliche.
Este plano pretende garantir a sustentabilidade dos recursos hídricos a longo prazo, respondendo às necessidades das diferentes regiões, com base numa gestão mais racional e adaptada às condições climáticas e geográficas do território nacional.
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