Início Alentejo Ministra do Ambiente desmente que cancelamento da visita a Évora tenha resultado...

Ministra do Ambiente desmente que cancelamento da visita a Évora tenha resultado de protestos contra centrais fotovoltaicas

0

Gabinete de Maria da Graça Carvalho garante que a deslocação foi anulada por motivos logísticos ligados à campanha “Vamos lixar o Lixo” e reafirma a independência do Governo relativamente aos projetos na bacia do Divor.

Gabinete da Ministra do Ambiente e Energia esclareceu que o cancelamento da deslocação de Maria da Graça Carvalho a Évora não esteve relacionado com quaisquer protestos contra projetos de megacentrais fotovoltaicas. Em resposta às informações que circularam sobre o assunto, a tutela afirma que a decisão foi motivada exclusivamente por razões operacionais associadas à campanha “Vamos lixar o Lixo”.

Segundo o Ministério do Ambiente e Energia, a participação da ministra nesta iniciativa tinha como objetivo específico a gravação de um vídeo de caráter pedagógico. A cidade de Évora foi inicialmente escolhida para essa gravação por permitir compatibilizar a ação com a agenda oficial da governante.

Contudo, de acordo com o gabinete ministerial, na quinta-feira anterior à data prevista para a visita foi comunicado que o parceiro de media da campanha já não conseguiria assegurar a produção do vídeo, estando apenas em condições de realizar uma reportagem sobre a deslocação.

Perante essa alteração, a visita foi cancelada por motivos estritamente logísticos, refere a tutela, rejeitando a ideia de que a decisão tenha sido tomada à última hora devido a manifestações contra os projetos fotovoltaicos.

O gabinete da ministra acrescenta que Maria da Graça Carvalho não tinha qualquer conhecimento prévio da realização de protestos, considerando, por isso, falsa a informação de que o cancelamento tenha resultado dessa circunstância.

Em relação aos projetos de centrais fotovoltaicas previstos para a bacia da albufeira do Divor, o Ministério do Ambiente e Energia sublinha que o Governo mantém uma posição de total independência institucional.

Ler Também:

Ministra do Ambiente participa na ação da APA sobre separação de resíduos em Évora

Segundo a tutela, o executivo não intervém, não emite pareceres e não dispõe de poder de decisão sobre estes empreendimentos, cuja apreciação compete exclusivamente às entidades e comissões independentes responsáveis pelos respetivos processos de avaliação, com base em critérios técnicos e legais.

O gabinete reforça ainda que a ministra respeita rigorosamente essa separação institucional, acrescentando que o conhecimento que possui sobre estes projetos resulta apenas das informações divulgadas pelos órgãos de comunicação social.


Augusta Serrano – Jornalista

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Exit mobile version