A segunda fase do concurso nacional de acesso ao Ensino Superior registou uma taxa significativa de vagas por ocupar, com 51% dos lugares disponíveis a permanecerem sem colocação. De acordo com dados divulgados pelo jornal Públicoeste domingo, foram colocados 8.824 estudantes, o que representa um aumento de 795 em relação ao mesmo período do ano anterior. No entanto, este acréscimo não foi suficiente para compensar a quebra verificada na 1.ª fase, onde foram colocados menos 6.064 alunos face a 2023.
Nesta segunda fase, candidataram-se 16.594 estudantes, dos quais 517 foram excluídos por não reunirem os requisitos necessários. As vagas disponíveis totalizavam 15.903, acrescidas de mais 2.167 lugares resultantes de desistências e reorientações de candidatos já matriculados na fase anterior.
Ainda assim, o número de candidaturas válidas desceu 15,5% em comparação com o ano anterior, sinalizando uma tendência de menor procura. Esta redução, associada à quebra inicial, resultou na maior sobra de vagas da última década numa segunda fase de acesso.
Grande parte das vagas por preencher localiza-se em instituições do interior do país, situação que, segundo representantes dos institutos politécnicos, continua a evidenciar uma concentração da procura no litoral. Esta assimetria levanta preocupações quanto à coesão territorial e ao equilíbrio no desenvolvimento regional.


