Nova peça da coleção da Casa de Bragança ficará patente ao público até 30 de agosto de 2026
Após seis meses em exibição na mostra temporária “Amélia de Orléans e de Bragança, o espólio da Rainha”, o manto régio oferecido pela Rainha D. Amélia ao Santuário de Fátima foi substituído por um outro exemplar histórico associado à monarquia portuguesa. A nova peça em destaque no Paço Ducal de Vila Viçosa é o manto régio que terá sido utilizado pela Rainha D. Maria Pia após a morte do Rei D. Luís, em 1889.

O manto integra atualmente a coleção do Museu-Biblioteca da Casa de Bragança e passa agora a ocupar um lugar central na exposição, no âmbito da renovação periódica das peças expostas, uma prática orientada pelos princípios da conservação preventiva de património cultural sensível.
Segundo a Fundação da Casa de Bragança, esta substituição resulta de um trabalho desenvolvido em estreita articulação com o Museu do Santuário de Fátima, procurando garantir a preservação adequada de objetos históricos particularmente vulneráveis à exposição prolongada.
Além do valor patrimonial da peça agora apresentada, a renovação da mostra proporciona também uma nova leitura da relação entre duas figuras marcantes da monarquia portuguesa. O manto régio de D. Maria Pia surge acompanhado por conteúdos que convidam os visitantes a revisitar parte da correspondência conhecida entre a rainha e a sua nora, a Rainha D. Amélia, permitindo compreender melhor os laços familiares e institucionais que uniram ambas.

A exposição temporária continua patente no Paço Ducal de Vila Viçosa e poderá ser visitada até ao dia 30 de agosto de 2026.
A iniciativa integra o esforço contínuo de valorização e divulgação do património histórico preservado pela Fundação da Casa de Bragança, proporcionando ao público o contacto direto com peças de elevado significado para a história da monarquia portuguesa.
Fotos: Fundação Casa de Bragança
Augusta Serrano | Jornalista


