Herdeiro dos saberes do pai, Mestre Ezequiel Pirraça, o oleiro dá continuidade a uma tradição familiar que faz parte da identidade do Alentejo. O Alentrium foi conhecer a sua história.
Há histórias que se escrevem com as mãos. Em Redondo, a de Joaquim Pirraça prolonga-se no barro e na loiça, num ofício aprendido com o pai, Mestre Ezequiel Pirraça. De uma geração para a seguinte, passaram os conhecimentos e os modos de fazer que dão à olaria redondense os seus traços próprios.
Veja a reportagem em vídeo e conheça esta história da olaria de Redondo.
Dar voz a quem preserva estes saberes é também contar o Alentejo. É olhar para quem mantém um ofício em atividade e reconhecer que a identidade de uma terra vive nas pessoas, no seu trabalho e naquilo que conseguem transmitir a quem vem depois.
Joaquim Pirraça dá continuidade a essa herança através da produção de loiça decorativa e utilitária, comercializada para todo o país. Peças destinadas a diferentes usos, unidas por uma tradição que conserva a ligação a Redondo.
Na olaria permanecem dois fornos a lenha que remontam ao século XIX, testemunhos de uma história que atravessa gerações. A sua presença liga o espaço de hoje ao passado de um ofício que ajudou a construir a identidade da vila.
O Alentriumpt foi conversar com Joaquim Pirraça para conhecer esse percurso familiar e os saberes que lhe dão continuidade. Porque, para compreender uma região, é preciso também escutar quem guarda a memória dos seus gestos.
Reportagem: Augusta Serrano | Alentrium.pt


