O Certame reúne milhares de visitantes e agentes económicos no Alentejo, com o presidente José Daniel Sádio a destacar o evento como investimento estratégico para o território
A cidade de Estremoz acolheu, esta quarta-feira, a abertura oficial da 38.ª Feira Internacional de Agropecuária (FIAPE)e da 42.ª Feira de Artesanato, num arranque marcado por forte حضور institucional e pela expectativa de milhares de visitantes até 3 de maio.
O certame, que decorre no Parque de Feiras e Exposições, volta a afirmar-se como um dos principais eventos económicos, culturais e sociais do Alentejo, reunindo agentes do setor agropecuário, artesãos, empresários e entidades públicas.

O Alentrium.pt acompanhou a inauguração no terreno e recolheu declarações do presidente da Câmara Municipal de Estremoz, José Daniel Sádio, que sublinhou a evolução do evento ao longo das décadas.
“É um gosto estarmos novamente aqui a iniciar este certame de referência nacional. A FIAPE cresceu muito ao longo dos anos e hoje assume-se como um momento central de promoção do território, da economia e dos nossos agentes locais.”
O autarca destacou que a feira mantém uma estratégia assente na valorização do setor agropecuário, sem descurar outras dimensões do evento.
“A FIAPE tem de se afirmar cada vez mais como um evento de referência nacional, mas com uma base forte na agropecuária. A animação é importante, mas o essencial é termos uma grande feira agrícola e pecuária.”
Segundo o presidente, o certame reúne cerca de 1.000 cabeças de gado, com representação de várias raças e concursos especializados, além de uma programação técnica e expositiva ao longo dos cinco dias.
A feira integra ainda uma área significativa dedicada a equipamentos e materiais agrícolas, reforçando a ligação ao tecido produtivo regional.
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José Daniel Sádio defendeu que o investimento no evento deve ser entendido como estratégico, sublinhando os efeitos diretos na economia local.
“Este é um grande investimento e nunca será uma despesa. Os números mostram o impacto na economia, no turismo e na promoção do concelho.”
O autarca referiu que a adesão do público tem vindo a crescer, com visitantes a regressarem várias vezes ao recinto ao longo dos dias, contribuindo para o aumento do consumo e da atividade económica.
Apesar do crescimento, o responsável reconheceu limitações na capacidade atual do recinto.
“Estamos num limiar em que há procura superior à nossa capacidade. Há uma necessidade clara de aumentar o parque de feiras e exposições.”
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A autarquia admite a existência de propostas para expansão, condicionadas pela disponibilidade financeira e pelo planeamento a médio prazo.
Durante a intervenção, o presidente alertou ainda para a importância dos fundos comunitários para territórios de baixa densidade, defendendo uma revisão do modelo de governação local.
“Os financiamentos europeus são essenciais para municípios como o nosso. Precisamos de mais capacidade para executar e concretizar investimentos.”
O discurso incluiu também referências a projetos em curso no concelho, nomeadamente nas áreas da habitação, infraestruturas e requalificação urbana.
Na sessão, o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, Ricardo Pinheiro, destacou o peso do setor primário na economia.
“O setor primário representa cerca de 15 mil milhões de euros por ano no Alentejo, sendo fundamental continuar a investir na inovação e no desenvolvimento.”
O responsável apontou ainda a necessidade de maior agilidade na execução de fundos e de adaptação às exigências do contexto internacional.
A edição de 2026 confirma a FIAPE como um dos principais motores de dinamização regional, promovendo simultaneamente a economia, o património e a identidade local.
Com milhares de visitantes esperados, o evento continua a afirmar-se como um ponto de encontro entre tradição e inovação, com impacto direto no desenvolvimento do território.
Augusta Serrano | Jornalista