Segunda-feira, Julho 20, 2026

“Estamos a mostrar Redondo como um território de gente que acolhe e de produtos de excelência”

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Presidente da Câmara de Redondo destaca a identidade do concelho, a qualidade dos vinhosenchidos e da gastronomia, e a forma de receber como marca distintiva do território, em declarações ao Alentrium.pt.

Evento promovido pelo Município de Redondo voltou a registar lotação esgotada na segunda data da edição de 2026, afirmando-se como uma experiência de enoturismo, cultura e valorização da identidade alentejana.

Realizou-se em Redondo, no passado sábado, 11 de abril, mais uma edição de “Tascas, Castas e Cantigas”, iniciativa que voltou a registar lotação esgotada na sua segunda data de 2026, confirmando o crescimento sustentado de um evento que se tem vindo a afirmar como uma proposta diferenciadora no Alentejo.

Ao longo de um percurso pelo centro histórico da vila, a organização recriou o ambiente das antigas tascas e adegas, cruzando vinhogastronomia e cante alentejano numa experiência que valoriza a identidade cultural e o património imaterial da região. A iniciativa atraiu visitantes de vários pontos do país, reforçando a dimensão turística do evento e a sua projeção enquanto produto cultural e enoturístico.

Alentrium.pt marcou presença no evento e falou com o presidente da Câmara Municipal de RedondoDavid Galego, que sublinhou a ligação da iniciativa à identidade local, aos produtos endógenos e à forma de receber característica da vila.

“Esta iniciativa vive da essência daquilo que é ser redondense. Vive da terra, dos homens e das mulheres que trabalham na terra para produzir a uva. Porque sem esse trabalho de base, sem esse trabalho do homem e da mulher que anda na terra, nós não tínhamos estas uvas para produzir os nossos néctares fantásticos.”

O autarca destacou também a ligação do evento ao cante alentejano, aos espaços emblemáticos da vila e à recuperação de antigas tabernas e adegas, algumas das quais voltaram a abrir portas ao público.

Ler Também: “Só há que enaltecer esta iniciativa”: ‘Tascas, Castas e Cantigas’ esgota e afirma-se no Alentejo.

“Vive também do canto alentejano, que se associa a esta iniciativa de um património cultural tão nosso, mas que hoje em dia em todo o mundo é reconhecido. Vive naturalmente de espaços emblemáticos. Vamos visitar antigas tabernas e antigas adegas. Algumas ainda encerradas, mas felizmente outras que, com esta iniciativa, já abriram novamente portas ao público e hoje são tabernas ou restaurantes.”

David Galego salientou ainda que o sucesso da iniciativa está também ligado à forma como Redondo acolhe quem visita o concelho.

“Vive também da nossa cultura. Da nossa cultura de saber receber, porque é aquilo que mais caracteriza o ser redondense. É saber receber, acolher. Isso está enraizado em nós.”

Segundo o presidente do município, a edição anterior contou com 177 participantes e esta nova data voltou a ultrapassar a centena de inscritos, obrigando novamente ao encerramento das inscrições para preservar a qualidade da experiência.

“Queremos que seja uma experiência gratificante, acolhedora, vivida, com qualidade. Nesse sentido, grupos na ordem das 100 pessoas serão eventualmente a dimensão ideal.”

O responsável adiantou ainda que há participantes que regressam desde a primeira edição, trazendo novos visitantes e contribuindo para a divulgação da iniciativa em diferentes pontos do país.

“Temos pessoas que vêm a todas as iniciativas desde a primeira, e já lá vão quatro anos. Isso faz a diferença. E trazem os amigos. Temos pessoas aqui de Faro, Setúbal, Alcochete, Elvas, e noutras edições tivemos gente de Castelo Branco, Portalegre e Aveiro. Vêm de vários pontos do país, porque os amigos vão fazendo com que eles aqui estejam.”

Sobre o futuro de “Tascas, Castas e Cantigas”, David Galego deixou claro que a aposta passa pela continuidade, mas mantendo o modelo de pequena escala, assente na autenticidade e na qualidade da experiência.

“Estamos a mostrar Redondo, estamos a mostrar Redondo na sua perspetiva de terra, de um território de gente boa que acolhe e que tem produtos de imensa qualidade, do vinho aos enchidos, com uma gastronomia fantástica.”

“A iniciativa é para continuar assim. É uma iniciativa de pequena escala. Esta nossa é uma iniciativa de autor, que é a nossa. E queremos que a experiência seja, de facto, gratificante. Isso não se consegue com multidões. Não é isso que queremos. Queremos que seja uma experiência fantástica, e é isso que conseguimos proporcionar a quem nos visita.”

Com nova casa cheia, “Tascas, Castas e Cantigas” consolida-se, assim, como uma das iniciativas que melhor cruza promoção do territóriovalorização dos vinhos de Redondo, tradição e vivência cultural, afirmando o concelho como destino de referência no panorama turístico e gastronómico do Alentejo.

Augusta Serrano – Jornalista

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