Sábado, Junho 13, 2026

“Esta vitória dignifica Portugal” Eleição para o Conselho de Segurança reforça peso diplomático português nas Nações Unidas.

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Luís Montenegro considera resultado uma “ocasião histórica” e destaca reconhecimento internacional da diplomacia portuguesa

Portugal foi eleito membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas para o mandato de 2027-2028, num resultado que o Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, classificou como uma “ocasião histórica” para o país.

A eleição marca a primeira vez que Portugal conquista um lugar naquele órgão das Nações Unidas logo na primeira votação, num processo em que disputava uma das vagas disponíveis com a Alemanha e a Áustria.

Segundo Luís Montenegro, o resultado constitui um sinal claro de confiança da comunidade internacional na atuação externa portuguesa e na capacidade diplomática do país.

“Esta vitória dignifica Portugal e projeta-nos no mundo. Portugal é um país credível, um país respeitado e um país que tem intervenção e participação ao nível internacional”, afirmou.

O chefe do Governo considerou que a eleição reflete o reconhecimento internacional da política externa portuguesa, assente na promoção do diálogo, da cooperação entre Estados e do multilateralismo.

Durante a sua intervenção, Luís Montenegro agradeceu o contributo de várias entidades e personalidades envolvidas na candidatura portuguesa, destacando o trabalho desenvolvido pelo Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, pelos Presidentes da República Marcelo Rebelo de Sousa e António José Seguro, bem como pela rede diplomática nacional e pelos embaixadores que participaram na campanha internacional.

O Primeiro-Ministro defendeu que Portugal tem desempenhado um papel de aproximação entre países e culturas, sustentando que a diplomacia portuguesa privilegia a negociação e a cooperação como instrumentos para enfrentar desafios globais e promover soluções para os conflitos internacionais.

“Portugal é um país construtor de pontes”, afirmou.

De acordo com Luís Montenegro, essa vocação universalista foi determinante para o sucesso da candidatura e deverá orientar a atuação portuguesa durante os dois anos de mandato no Conselho de Segurança.

O governante sublinhou ainda que Portugal assume agora responsabilidades acrescidas na promoção da paz e da segurança internacionais, defendendo princípios como a dignidade humana, os direitos fundamentais, a sustentabilidade, a cooperação internacional e o combate à pobreza.

Entre as prioridades apontadas para o mandato português estão também o reforço da cooperação multilateral, a proteção dos oceanos, o desenvolvimento sustentável e a valorização das Nações Unidas enquanto espaço privilegiado de diálogo entre Estados e povos.

Luís Montenegro salientou que Portugal inicia esta missão num contexto internacional particularmente exigente, marcado por diversos conflitos e desafios à estabilidade global, defendendo o reforço da capacidade das Nações Unidas para promover entendimentos e contribuir para a resolução pacífica de crises.

O Primeiro-Ministro afirmou igualmente que Portugal procurará contribuir para a modernização da organização e para o fortalecimento do seu papel enquanto instrumento de cooperação internacional.

“Assumiremos esta responsabilidade desde o primeiro minuto”, garantiu.

No final da intervenção, Luís Montenegro voltou a agradecer a todos os envolvidos no processo de candidatura e considerou que a eleição representa mais uma demonstração da capacidade de Portugal afirmar a sua presença internacional através da credibilidade, da cooperação e da defesa dos valores humanistas que orientam a sua ação externa.

Fonte/foto: República Portuguesa

Augusta Serrano | Jornalista

Augusta Serrano

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