Instalação “Adoquines para el Guadiana”, de Maite Cajaraville e Gisle Frøysland, explora as relações de proximidade e distância entre Portugal e Espanha e os imaginários construídos em torno da fronteira entre Badajoz e o Alentejo.
A fronteira que separa — e simultaneamente aproxima — o Alentejo e a Extremadura espanhola é o ponto de partida para uma instalação digital que chega esta quarta-feira, 30 de setembro, a Olivença, onde permanecerá patente até 9 de outubro.
Intitulada “Adoquines para el Guadiana”, a obra das artistas Maite Cajaraville e Gisle Frøysland será apresentada na Torre de Menagem do Museu Etnográfico Extremeño González Santana e propõe uma reflexão artística sobre a proximidade e a distância entre Portugal e Espanha.
A instalação integra o projeto “Tras el telón de corcho”, dedicado aos imaginários associados à fronteira entre a província espanhola de Badajoz e o Alentejo, tendo como referência o período posterior à entrada de Portugal e Espanha na então Comunidade Económica Europeia, atual União Europeia.
O Guadiana surge neste contexto como um dos elementos associados a um território que, apesar da existência de uma fronteira administrativa entre dois países, mantém relações históricas, sociais e culturais de proximidade.
A realização da iniciativa foi confirmada pelo Museu Etnográfico Extremeño González Santana e divulgada, a 28 de setembro, pela edição de Olivença do jornal espanhol HOY.
A exposição decorre exclusivamente em Olivença, mas assume uma dimensão transfronteiriça pela ligação expressa do projeto ao Alentejo, a Badajoz e ao Guadiana.
Augusta Serrano – Jornalista


