Sábado, Junho 13, 2026

Em Évora, André Ventura considera “surpreendente” apoio de Paulo Portas a António José Seguro.

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Durante uma visita a Évora, o candidato presidencial André Ventura reagiu esta segunda-feira ao anúncio de Paulo Portas de que irá votar em António José Seguro na segunda volta das eleições presidenciais, considerando o apoio como “um pouco surpreendente”.

Em declarações aos jornalistas, Ventura recordou que Portas integrou o Governo liderado por Pedro Passos Coelho, numa altura em que Seguro era secretário-geral do Partido Socialista. O candidato sublinhou que, nesse período, os socialistas se abstiveram na votação dos Orçamentos do Estado, dificultando, segundo afirmou, a governação do executivo.

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Questionando o impacto político da decisão de Portas, Ventura afirmou: “Era uma boa questão sabermos o que pensará Pedro Passos Coelho deste apoio”, acrescentando que acredita que o antigo primeiro-ministro estará “muito surpreendido” com esta tomada de posição.

Sobre o apoio de Cavaco Silva a António José Seguro, o líder do Chega referiu não ter ficado surpreendido, descrevendo essa declaração como “uma espécie de talismã”. Segundo Ventura, o efeito de críticas anteriores do antigo Presidente da República resultou num aumento de votos no Chega.

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Ventura reiterou a ideia de que a sua candidatura está a ser alvo de oposição por parte de figuras que descreve como “cimeiras do sistema”, defendendo que estas representam uma tentativa de manter “privilégios” e não o eleitorado de direita. “Temos que distinguir entre o povo de direita e os notáveis que não representam nada da direita”, afirmou.

O candidato classificou ainda as personalidades que anunciaram apoio a Seguro como “ex-figuras” que, na sua opinião, já não representam o actual espectro político do centro-direita e da direita. Acusou alguns desses apoiantes de se terem “vendido” e de se posicionarem para manter “a almofada de interesses” do sistema político vigente.

Apesar das críticas, André Ventura demonstrou confiança numa recuperação nas sondagens, afirmando que espera encurtar a distância face a António José Seguro nos próximos dias. Rejeitou, no entanto, que esteja a preparar o terreno para justificar uma eventual derrota.

Para o candidato, esta segunda volta é substancialmente diferente daquela que opôs Mário Soares a Freitas do Amaral, em 1986, alegando que, ao contrário do que aconteceu nessa altura, hoje o espaço institucional está alinhado contra a sua candidatura.

Imagem de Arquivo

Augusta Serrano

Jornalista

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