A Duorum, projeto vinícola do grupo João Portugal Ramos no Douro Superior, iniciou a sua primeira vindima na nova adega construída de raiz em Vila Nova de Foz Côa. A nova infraestrutura representa um marco na estratégia do grupo para a região, reforçando a ligação entre a experiência acumulada no Alentejo e a aposta sustentável no Douro.
Concebida segundo princípios de eficiência energética e integração no território, a nova adega combina soluções tecnológicas com arquitetura adaptada à paisagem. No topo do edifício, os painéis solares asseguram grande parte das necessidades elétricas; a cave de barricas, parcialmente enterrada, utiliza a inércia térmica natural para manter condições ideais de temperatura e humidade; e um telhado vegetal contribui para o isolamento térmico. A instalação inclui ainda uma estação de tratamento de águas residuais, que permite reutilizar a água nas lavagens e na rega, promovendo a circularidade no uso dos recursos.
A adega foi projetada para receber as uvas da Quinta de Castelo Melhor, onde as vinhas — plantadas em socalcos e em “vertical” entre os 150 e os 500 metros de altitude — são compostas exclusivamente por castas autóctones. A diversidade de exposições solares e a amplitude térmica do Douro Superior são fatores que contribuem para a maturação equilibrada e a frescura característica dos vinhos da marca.
Fundada em 2007, a Duorum — termo latino que significa “de dois” — nasceu da parceria entre João Portugal Ramos e José Maria Soares Franco. O projeto foi pensado desde o início para unir tradição e inovação, com enfoque na produção de vinhos com identidade e alcance internacional. A nova adega permite aprofundar este compromisso, ao facilitar maior precisão nos estilos, lotações e tempos de estágio dos vinhos — dos Tons de Duorum e Altitude aos Duorum Colheita e Reserva, passando por edições limitadas como o O.Leucura.
Paralelamente à atividade no Douro, o grupo João Portugal Ramos mantém forte presença no Alentejo, onde iniciou o seu percurso. A Adega Vila Santa, em Estremoz, é hoje uma referência na região e integra experiências de enoturismo que aproximam o público do processo produtivo. Durante o período de vindimas, destacam-se programas como piqueniques nas vinhas, jogos temáticos e iniciativas imersivas, pensadas para diversos tipos de visitantes.
A inauguração da nova adega em Vila Nova de Foz Côa simboliza não só um avanço técnico e ambiental, como também a consolidação de uma visão integrada para o vinho português, unindo o legado do Alentejo ao potencial do Douro Superior.
Foto: João Portugal Ramos


