Grupo cooperativo tem seis processos de fusão em diferentes fases, incluindo a união entre as caixas do Alentejo Centrale da Moravis. Objetivo passa por reforçar a dimensão, responder às exigências regulatórias e aumentar a competitividade.
O Crédito Agrícola tem em curso seis processos de fusão entre caixas agrícolas regionais, um dos quais envolve a Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Alentejo Central e a Moravis. Segundo informação avançada pelo grupo ao jornal Público, duas destas operações aguardam autorização do Banco de Portugal e até ao final do ano poderão estar concluídas até duas fusões, reduzindo o número de caixas agrícolas de 67 para 64.
O processo de reorganização promovido pelo grupo cooperativo abrange várias regiões do país e inclui a fusão entre as caixas agrícolas de Pernes e Alcanhões com a do Ribatejo Norte e Tramagal, Alentejo Central com Moravis, Coimbra com Bairrada e Aguieira, Sobral de Monte Agraço com Vila Franca de Xira e Arruda dos Vinhos, Coruche com Ribatejo Sul e Entre Tejo e Sado com Loures, Sintra e Litoral.
De acordo com o Público, dois dos processos encontram-se à espera de autorização do Banco de Portugal, enquanto os restantes decorrem nos termos previstos na legislação aplicável. O grupo estima que, após a conclusão destas operações, o número de caixas agrícolas passe das atuais 67 para 64.
Entre as entidades abrangidas estão também três caixas agrícolas que se encontram atualmente sob intervenção da Caixa Central, situação que deverá ficar resolvida com a concretização das respetivas fusões.
Segundo o Crédito Agrícola, esta reorganização responde à necessidade de reforçar a dimensão das instituições para fazer face ao aumento das exigências regulatórias, aos custos operacionais e ao investimento crescente em tecnologia, sistemas de controlo interno e digitalização, num contexto de maior concorrência no setor bancário.
No que respeita ao impacto nos trabalhadores, o grupo assegura que as fusões não implicam despedimentos nem programas de rescisões associados às operações. A instituição refere, no entanto, que mantém um programa de pré-reformas destinado a colaboradores com mais de 60 anos, mecanismo existente há vários anos e cuja adesão tem sido reduzida.
Nas contas relativas a 2025, o Crédito Agrícola constituiu uma provisão de 15,6 milhões de euros destinada a suportar esse programa de pré-reformas.
A integração da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Alentejo Central neste processo representa uma das operações com maior relevância para o território alentejano, inserindo-se na estratégia nacional de consolidação da estrutura cooperativa do grupo.
Fonte: Público
Augusta Serrano – Jornalista


