Associação de Tertúlias Tauromáquicas de Portugal é a entidade proponente do processo, agora submetido a consulta pública nacional durante 30 dias. A decisão sobre a inscrição no Inventário Nacional ainda não está tomada.
Os distritos de Évora, Beja e Portalegre integram o território abrangido pelo processo que pretende inscrever a «Corrida de Toiros em Portugal» no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial. A proposta, apresentada pela Associação de Tertúlias Tauromáquicas de Portugal, entrou esta quinta-feira, 2 de outubro, numa fase de consulta pública nacional com a duração de 30 dias.
O procedimento é conduzido pelo Património Cultural, I. P., e a abertura da consulta representa mais uma etapa de um processo iniciado em 2021, não significando que a corrida de toiros tenha já sido reconhecida como património cultural imaterial.
De acordo com a ficha oficial do processo, a Associação de Tertúlias Tauromáquicas de Portugal surge como entidade proponente, tendo a abertura do procedimento ocorrido em 7 de abril de 2021 e a submissão do pedido em 12 de julho do mesmo ano.
Alentejo entre os territórios identificados
A proposta atribui à manifestação uma dimensão territorial alargada. Além de Beja, Évora e Portalegre, são identificados os distritos de Aveiro, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Faro, Guarda, Leiria, Lisboa, Porto, Santarém, Setúbal, Viana do Castelo e Viseu, bem como os Açores.
Na documentação do Inventário Nacional, a «Corrida de Toiros em Portugal» encontra-se enquadrada no domínio das expressões artísticas e manifestações de carácter performativo e na categoria das manifestações artísticas e correlacionadas.
A caracterização apresentada no processo considera a corrida de toiros como uma expressão da tauromaquia profissional, realizada em recintos próprios e sujeita às normas e à fiscalização previstas para os espetáculos tauromáquicos.
O processo abrange diferentes modalidades existentes em Portugal, entre as quais a corrida de toiros à portuguesa, a corrida a pé, a corrida mista e as novilhadas.
Consulta aberta durante 30 dias
A consulta pública permite agora a apresentação de observações sobre o projeto de inscrição durante 30 dias a contar da publicação do anúncio.
Os contributos podem ser enviados para o endereço eletrónico inpci@patrimoniocultural.gov.pt ou remetidos por correio para o Património Cultural, I. P.
Concluído o período de consulta, o procedimento prossegue para a decisão sobre a eventual inscrição da «Corrida de Toiros em Portugal» no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, prevista no prazo legal de 120 dias após o termo da consulta.
O anúncio que determina esta fase do processo foi assinado em 10 de setembro e publicado esta quinta-feira, 2 de outubro de 2026.
A abertura da consulta pública não corresponde, por isso, à classificação definitiva da corrida de toiros como património cultural imaterial. O que se encontra em apreciação é o projeto de inscrição, cabendo ao Património Cultural, I. P., decidir posteriormente sobre a sua inclusão no Inventário Nacional.
Fontes: Património Cultural, I. P. — MatrizPCI, processo «Corrida de Toiros em Portugal»; Anúncio n.º 278/2026, publicado em 2 de outubro de 2026.
Augusta Serrano – Jornalista


