Natural de Évora, o oficial da GNR passa à reserva esta terça-feira, 1 de setembro, e vai assumir funções como coordenador de Segurança da Capital Europeia da Cultura 2027. A nova etapa profissional prolonga-se até dezembro de 2027.
O coronel Rogério Paulo Magro Copeto passa esta terça-feira, 1 de setembro, à reserva, fora da efetividade de serviço, encerrando um percurso de 35 anos de carreira militar e iniciando uma nova etapa profissional ligada à Capital Europeia da Cultura Évora 2027.
A informação foi confirmada ao Alentrium.pt pelo próprio Rogério Copeto, que vai assumir funções como coordenador de Segurança da Capital Europeia da Cultura 2027, numa responsabilidade associada a Évora e à dimensão regional do projeto no Alentejo.
A nova função deverá prolongar-se até dezembro de 2027, período durante o qual Rogério Copeto irá colaborar com a estrutura responsável pela Capital Europeia da Cultura.
A passagem à reserva representa uma mudança significativa no percurso do coronel da Guarda Nacional Republicana, cuja carreira esteve, em diferentes momentos, fortemente ligada ao Alentejo e, em particular, aos distritos de Portalegre e Évora.
De Portalegre a Estremoz e Évora
Natural de Évora, onde nasceu a 15 de setembro de 1969, Rogério Copeto iniciou o percurso militar como oficial da Marinha, na classe de Fuzileiros, entre 1991 e 1993, seguindo depois para a Academia Militar, que frequentou entre 1993 e 1998.
Entre 1998 e 2000 desempenhou funções no Agrupamento de Instrução de Portalegre, como comandante de pelotão nos Cursos de Formação de Guarda e instrutor das disciplinas de Legislação Policial e Tiro. Entre 2000 e 2001 foi chefe interino de Secção de Estado-Maior do mesmo agrupamento.
Depois de comandar o Destacamento Territorial de Fronteira, entre 2001 e 2003, assumiu o comando do Destacamento Territorial de Estremoz, onde permaneceu entre 2003 e 2005.
Seguiu-se o Destacamento Territorial de Évora, que comandou entre 2005 e 2010.
De 2010 a 2013 foi chefe da Repartição de Programas Especiais da Direção de Operações do Comando Operacional. Em 2013 desempenhou funções como adjunto do chefe da Secção de Operações, Informações, Treino e Relações Públicas e como oficial de Relações Públicas do Comando Territorial de Évora.
Entre 2013 e 2015 foi chefe da Secção do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente e oficial de Relações Públicas do Comando Territorial de Évora.
Assumiu posteriormente a chefia da Divisão de Ensino do Comando da Doutrina e Formação, entre 2015 e 2020, regressando depois ao Comando Territorial de Évora, onde foi segundo comandante e porta-voz entre 2020 e 2021.
Entre 2021 e 2022 comandou o Centro de Formação da Figueira da Foz e, entre 2022 e 2025, desempenhou funções como inspetor-adjunto da Inspeção da Guarda.
No período entre 2025 e 2026 exerceu funções como assessor do comandante operacional da GNR, antes da passagem à reserva.
Mestre em Direito e Segurança
Rogério Copeto é licenciado em Ciências Militares, na especialidade GNR Armas, pela Academia Militar, formação concluída em 1998 com 15 valores.
Em 2009 concluiu uma pós-graduação em Estudos Avançados de Direito e Segurança, pela Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa, igualmente com 15 valores.
Dois anos depois concluiu, na mesma instituição, o mestrado em Direito e Segurança, com 16 valores. A dissertação teve como tema “O Papel das Forças de Segurança no Sistema de Proteção de Crianças e Jovens em Perigo”.
É também Auditor de Segurança Interna e dirigente da ANOG.
A partir de 1 de setembro, Rogério Copeto inicia assim uma nova etapa profissional, agora ligada à preparação da Capital Europeia da Cultura Évora 2027, depois de 35 anos de carreira militar e de um percurso que incluiu várias responsabilidades de comando e direção na Guarda Nacional Republicana.
Augusta Serrano — Jornalista


