Sábado, Junho 13, 2026

Consultas de enfermagem nos cuidados primários aumentaram 21% no primeiro trimestre de 2026

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Primeiro-ministro defende acordos de carreira, aposta na digitalização da saúde e aumento da capacidade dos cuidados primários

O primeiro-ministro participou esta quinta-feira no VII Congresso dos Enfermeiros, que decorre no Pavilhão Multiusos de Gondomar, onde reafirmou o compromisso do Governo com a valorização da carreira de enfermagem, a melhoria das condições de trabalho e a transformação estrutural do sistema de saúde em Portugal.

Na intervenção dirigida aos profissionais e estudantes de enfermagem, o chefe do Governo sublinhou a importância da confiança no sistema de saúde e reconheceu o papel central dos enfermeiros no acompanhamento dos utentes.

“Nós contamos convosco. Nós queremos continuar esta relação de parceria com os nossos profissionais, com os enfermeiros em particular”, afirmou, defendendo a necessidade de continuar a investir na valorização das carreiras, das remunerações e das progressões profissionais.

O primeiro-ministro destacou ainda que o primeiro acordo celebrado pelo atual Executivo no setor da saúde foi precisamente com os enfermeiros, considerando que o entendimento alcançado representou “uma evolução positiva” face ao percurso remuneratório da profissão, cuja atualização não acontecia desde 2009.

Durante a intervenção, revelou também que o Ministério da Saúde está a trabalhar na conclusão de um novo acordo coletivo de trabalho para os enfermeiros, com o objetivo de garantir maior previsibilidade e estabilidade na carreira.

Entre as medidas referidas, o primeiro-ministro destacou a recuperação da figura do Chief Nursing Officer na Direção-Geral da Saúde e a integração, pela primeira vez, de um diretor de enfermagem no conselho diretivo do INEM.

O chefe do Governo referiu igualmente o reforço do papel dos enfermeiros especialistas na vigilância da gravidez de baixo risco e nos cuidados de saúde materna e obstétrica, considerando que existe ainda margem para aprofundar estas competências.

No âmbito dos cuidados de saúde primários, o primeiro-ministro revelou dados ainda não divulgados publicamente relativos ao primeiro trimestre de 2026, indicando que o número de consultas realizadas por profissionais de enfermagem aumentou 21%.

“Os utentes confiam naquilo que é oferecido pelos enfermeiros dentro dos cuidados de saúde primários”, afirmou, considerando que este crescimento demonstra o potencial da enfermagem no acompanhamento de proximidade à população.

O Governo confirmou também que está em curso o processo de integração das escolas de enfermagem nas universidades do Porto, Coimbra e Lisboa, medida apresentada como parte da estratégia de valorização académica e profissional da enfermagem.

Segundo o primeiro-ministro, esta integração pretende reforçar o reconhecimento da profissão no ensino superior e contribuir para melhores condições de qualificação e desenvolvimento profissional.

Na reta final da intervenção, o chefe do Executivo revelou que o Serviço Nacional de Saúde conta atualmente com mais 2.126 enfermeiros do que há cerca de dois anos, considerando este aumento um sinal positivo para o setor.

O governante destacou ainda a redução da saída de profissionais recém-formados para o estrangeiro, defendendo que o objetivo do Executivo passa por criar condições para que os enfermeiros permaneçam a trabalhar em Portugal.

“Nós precisamos dos enfermeiros portugueses a trabalhar em Portugal. E é esse o esforço que queremos continuar a fazer”, concluiu.

Augusta Serrano | Jornalista

Augusta Serrano

Jornalista

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