Executivo prepara novas medidas de proteção para a população mais vulnerável, numa altura em que Portugal enfrenta uma onda de calor que poderá prolongar-se durante cerca de 10 dias.
Perante a atual onda de calor que afeta o país, o Governo pretende que cada Unidade Local de Saúde (ULS) disponha de, pelo menos, um espaço de abrigo climatizado em cada concelho, destinado a acolher temporariamente pessoas em situação de maior vulnerabilidade durante os períodos de temperaturas extremas.
Segundo informação avançada pelo jornal Público, estes espaços serão definidos como locais climatizados de abrigo temporário, tendo como principal objetivo proteger grupos de maior risco, nomeadamente idosos, doentes crónicos e outras pessoas particularmente suscetíveis aos efeitos do calor intenso.
De acordo com a mesma informação, caberá aos municípios identificar e comunicar quais os equipamentos disponíveis em cada concelho que possam desempenhar esta função, permitindo uma resposta articulada entre as autarquias e as unidades locais de saúde.
A iniciativa surge numa altura em que Portugal enfrenta uma vaga de calor que poderá prolongar-se durante aproximadamente dez dias, aumentando o risco de impactos na saúde pública, sobretudo entre a população mais vulnerável.
Além da criação destes espaços climatizados, o Governo prepara igualmente a divulgação de um guia de boas práticas dirigido aos municípios, com recomendações destinadas a minimizar os efeitos das temperaturas elevadas e a reforçar a capacidade de resposta local.
Para esta manhã está também prevista uma conferência de imprensa que contará com a participação da Secretária de Estado da Saúde, de representantes da Direção-Geral da Saúde (DGS), do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e da Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
O objetivo da sessão passa por sensibilizar a população para a adoção de medidas de prevenção face ao calor extremo, reforçando recomendações como a hidratação frequente, a permanência em locais frescos e a proteção das pessoas mais vulneráveis durante os períodos de maior intensidade térmica.
Augusta Serrano – Jornalista


