Segunda-feira, Abril 20, 2026

Autarquias do Alto Alentejo ainda sem apoios do Governo após prejuízos de 23 milhões

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Segundo o ECO, CIMAA alerta para pressão financeira nos municípios e exige resposta urgente do Executivo

As autarquias do Alto Alentejo continuam sem receber apoios do Governo, apesar de os prejuízos provocados pelo recente mau tempo já ascenderem a cerca de 23 milhões de euros, de acordo com informação avançada pelo ECO.

O presidente da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA), Joaquim Diogo, manifesta preocupação com a situação financeira dos municípios, que foram obrigados a recorrer a fundos próprios para responder às situações mais urgentes.

“Até agora os municípios ainda não receberam qualquer tipo de apoio do Governo”, afirma o responsável, reforçando a necessidade de uma resposta célere. “Esperamos que rapidamente haja uma resposta da parte do Governo.”

Os danos resultam do denominado “comboio das tempestades” e tiveram maior impacto nos concelhos de Portalegre, Ponte de Sor, Nisa, Gavião e Sousel, incidindo sobretudo em infraestruturas municipais, que representam cerca de 20 milhões de euros do total estimado.

Perante a ausência de financiamento externo, várias câmaras avançaram com intervenções urgentes utilizando verbas inicialmente destinadas a outros projetos, agravando a pressão sobre os orçamentos locais.

“Se investimos parte do nosso orçamento para responder a situações imediatas, vamos precisar de capacidade financeira adicional para concretizar os projetos que ficaram para trás”, sublinha Joaquim Diogo.

A situação é particularmente exigente para os municípios com menor capacidade financeira, que enfrentam dificuldades acrescidas de tesouraria após os danos causados pelas intempéries.

Entretanto, o Governo determinou a antecipação de um duodécimo das receitas municipais para o mês de maio, medida que visa aliviar a pressão financeira decorrente destas despesas excecionais. Ainda assim, os autarcas consideram que a resposta permanece insuficiente face à dimensão dos estragos.

Além das infraestruturas públicas, os prejuízos abrangem também habitações, explorações agrícolas e unidades empresariais, refletindo o impacto alargado das intempéries na região.

Foto: DN


Artigo de Augusta Serrano
Jornalista

Augusta Serrano

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