Segunda-feira, Agosto 10, 2026

Autarcas da Zona dos Mármores apresentam à CCDR Alentejo proposta para captar a Grande Área de Acolhimento Empresarial anunciada pelo Governo

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Autarcas da Zona dos Mármores apresentam à CCDR Alentejo proposta para captar a Grande Área de Acolhimento Empresarial anunciada pelo Governo.

Sete autarquias apresentaram a proposta à CCDR Alentejo, defendendo que a localização entre Alandroal, Vila Viçosa e Redondo reúne condições para acolher o investimento estratégico anunciado pelo Governo.

Municípios da Zona dos Mármores querem que a futura Grande Área de Acolhimento Empresarial anunciada pelo Governo para o Interior do Alentejo seja instalada na área prevista para o terminal de carga e descarga da nova linha ferroviária do Corredor Internacional Sul, entre Alandroal, Vila Viçosa e Redondo. A proposta foi apresentada numa reunião realizada na CCDR Alentejo, onde os autarcas defenderam que os estudos já desenvolvidos demonstram a viabilidade técnica, económica e financeira da solução.

Os municípios de Alandroal, Borba, Estremoz, Redondo, Reguengos de Monsaraz, Sousel e Vila Viçosa pretendem que a futura infraestrutura empresarial seja implantada na envolvente da Estação Técnica n.º 2 da nova ferrovia do Corredor Internacional Sul, eixo ferroviário que ligará Sines ao Caia.

Segundo os municípios, esta localização tem vindo a ser estudada em parceria com a Infraestruturas de Portugal (IP)para acolher um terminal de carga e descarga com zona logística, encontrando-se já suportada por estudos que apontam para a sua viabilidade técnica, económica e financeira, conferindo maturidade ao projeto.

A proposta foi apresentada numa reunião de trabalho realizada na sede da CCDR Alentejo, onde os autarcas expuseram ao presidente da instituição, Ricardo Pinheiro, os argumentos que, na sua perspetiva, justificam a escolha desta localização para uma das seis Grandes Áreas de Acolhimento Empresarial anunciadas pelo Governo para o país.

Entre os fatores destacados pelos municípios está a ligação direta à nova infraestrutura ferroviária e a proximidade da Autoestrada A6, permitindo condições de intermodalidade entre transporte ferroviário e rodoviário.

Os autarcas defendem igualmente que a área apresenta reduzidas condicionantes territoriais, possibilidade de expansão para terrenos que já perderam o coberto vegetal original e disponibilidade de infraestruturas elétricas, características que consideram favoráveis à instalação de grandes empresas nacionais e internacionais.

Na posição conjunta apresentada, os sete municípios sustentam ainda que o projeto poderá funcionar como uma iniciativa estruturante para a redinamização da indústria dos mármores, contribuindo para reforçar a competitividade do setor, reduzir emissões de carbono e mitigar passivos ambientais associados à atividade extrativa.

As autarquias salientam que representam territórios integrados em duas comunidades intermunicipais e manifestam a expectativa de que outros municípios possam associar-se à iniciativa. Defendem ainda que investimentos desta dimensão podem constituir um instrumento de coesão territorial, permitindo criar novas oportunidades de desenvolvimento em sub-regiões do interior.

Reunião abordou desenvolvimento da Zona dos Mármores

A reunião decorreu no passado dia 3 de agosto, na sede da CCDR Alentejo, contando com a participação do presidente da instituição, Ricardo Pinheiro, do vice-presidente Roberto Grilo, do vogal executivo do Programa Regional Alentejo 2030Tiago Teotónio Pereira, e de representantes da Unidade de Ordenamento do Território.

Participaram igualmente os presidentes das câmaras municipais de Borba, Pedro Esteves; Estremoz, José Sádio; Vila Viçosa, Inácio Esperança; Alandroal, João Grilo; Redondo, David Galego; Reguengos de Monsaraz, Marta Prates; e Sousel, Manuel Valério.

De acordo com a informação divulgada pela CCDR Alentejo, durante o encontro foram debatidas matérias relacionadas com o ordenamento do território, a valorização económica da Zona dos Mármores, a sustentabilidade ambiental e as oportunidades de investimento na região.

A CCDR refere ainda que a sessão permitiu reforçar a articulação institucional entre os municípios e a entidade regional, identificando prioridades comuns e possíveis áreas de cooperação.

Citado na informação divulgada pela CCDR Alentejo, Ricardo Pinheiro sublinhou a importância do trabalho conjunto entre autarquias e entidades regionais, defendendo uma visão integrada para responder aos desafios e potenciar as oportunidades da Zona dos Mármores, que classificou como um território de elevada relevância económica, patrimonial e identitária para o Alentejo.

Recorde-se que a criação destas áreas empresariais já tinha sido antecipada ao Alentrium.pt

Recorde-se que o deputado Francisco Figueira já tinha revelado, em primeira mão ao Alentrium.pt, que reservaria uma parte significativa da sua intervenção para abordar aquele que considera ser um dos maiores desafios para o futuro do Alentejo: a criação de áreas empresariais de nova geração.

Na ocasião, afirmou que “O Alentejo vai receber uma, das seis novas áreas industriais de nova geração, que o governo vai implementar no país.”

Segundo explicou, estas plataformas destinam-se a responder a uma das principais dificuldades atualmente enfrentadas pelas empresas interessadas em investir na região: a escassez de espaços industriais dotados de acessibilidades, infraestruturas e condições adequadas para acolher novos projetos empresariais.

O deputado defendeu igualmente que a localização destas áreas deverá resultar de uma opção política orientada para um maior equilíbrio territorial, contrariando a concentração do investimento nas regiões mais desenvolvidas do país.

Augusta Serrano – Jornalista

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