Águas do Alto Alentejo apresentou projetos para dez concelhos do distrito de Portalegre. Empresa indica uma redução de 18% da água não faturada desde 2022, equivalente a cerca de 414 mil metros cúbicos.
A Águas do Alto Alentejo (AAA) submeteu ao Portugal 2030, entre janeiro e agosto de 2026, candidaturas no valor aproximado de 9,4 milhões de euros para criar, renovar e modernizar redes, equipamentos e infraestruturas de abastecimento de água e saneamento em dez concelhos do distrito de Portalegre.
Os projetos abrangem Alter do Chão, Arronches, Castelo de Vide, Crato, Fronteira, Gavião, Marvão, Nisa, Ponte de Sor e Sousel, municípios que integram a empresa intermunicipal.
Segundo informação divulgada esta terça-feira, 1 de setembro, pela Águas do Alto Alentejo, as candidaturas incidem sobre os sistemas de abastecimento de água e saneamento geridos pela empresa e dão continuidade ao investimento realizado desde 2022.
A apresentação dos projetos ao Portugal 2030 surge depois do trabalho desenvolvido entre a AAA e o Alentejo 2030. Em maio, uma reunião realizada na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo permitiu analisar o plano de investimentos da empresa, o grau de maturidade das intervenções previstas e o eventual enquadramento dos projetos nos instrumentos de financiamento comunitário.
Mais de 11 milhões de euros investidos desde 2022
De acordo com os dados da Águas do Alto Alentejo, desde 2022 foram realizados investimentos superiores a 11 milhões de euros nos sistemas sob responsabilidade da empresa.
Com as novas candidaturas, a AAA pretende prosseguir a modernização das infraestruturas e melhorar a eficiência dos sistemas de abastecimento e saneamento, procurando simultaneamente reforçar a capacidade de resposta das redes nos dez municípios abrangidos.
A empresa tem ainda em execução um projeto de eficiência hídrica iniciado no final de 2024, que prevê um investimento de aproximadamente seis milhões de euros ao longo de oito anos.
A intervenção inclui a instalação de novos equipamentos de medição e controlo, criação de zonas de monitorização, colocação de válvulas redutoras de pressão, substituição de contadores obsoletos, atualização do cadastro das redes e reforço dos sistemas de monitorização e telegestão.
Estas medidas destinam-se a melhorar o acompanhamento dos caudais e das pressões nas redes e a permitir uma deteção mais rápida de fugas e outras anomalias, com o objetivo de reduzir roturas e perdas de água.
AAA aponta redução de 18% da água não faturada
A Águas do Alto Alentejo indica que as medidas implementadas desde 2022 permitiram reduzir em cerca de 18% a água não faturada, resultado que, segundo a empresa, corresponde a uma poupança estimada de aproximadamente 414 mil metros cúbicos de água.
No mesmo período, e ainda de acordo com os dados divulgados pela AAA, foram substituídos cerca de 32 mil contadores obsoletos e identificadas e reparadas mais de 800 roturas, no âmbito de ações de pesquisa ativa de fugas.
O diretor-geral da Águas do Alto Alentejo, Rui Choças, enquadra estas intervenções numa estratégia de investimento continuado nas redes, destinada a responder aos problemas existentes e a preparar os sistemas para os futuros desafios associados à gestão da água.
A eficiência hídrica e a modernização das infraestruturas integram também as áreas contempladas pelos instrumentos de financiamento do Programa Regional Alentejo 2030, num território onde a gestão dos recursos hídricos assume particular relevância.
As candidaturas no valor aproximado de 9,4 milhões de euros agora submetidas ao Portugal 2030 ficam sujeitas aos respetivos procedimentos de análise e aprovação para que os investimentos previstos possam avançar com financiamento comunitário.
Augusta Serrano — Jornalista


